Depois de muito lucubrar sobre essa tão bela frase, que deveria constar nalgum livro de citações bizarras - olhem o significado de bizarro no dicionário, tá? Não é nada do que estão pensando, maldosos -, decidi que ia escrever aqui sobre isso, enquanto não me ocorre uma tática pra não perder o tesão com os babacas - Frost, me ajuda!
Pois bem, pensei muito nessa donairosa frase - pronto, revelei o significado oculto de bizarro. Se você não sabe o que é donairoso, olhe no dicionário, por favor. Já estou digredindo demais no curso de meu texto. Volto a falar de democracia.
Continuando. Ideei mesmo fazer um tratado sobre democracia, mas lembrei-me de que todos os tratados são escritos por pessoas descaradamente desocupadas e eu, embora desocupado, faço pose de homem responsável e cheio de ocupações. Escrevo apenas alguns apontamentos interessantes sobre a bela frase.
Realmente achei interessante essa opção, "chamar a Barbie de Ken", apesar de que se fosse eu o autor dela, ele seria notadamente mais, hã..., mais singela: "tratar por Ken a Barbie". Gosto mais do som desta última frase. E "tratar por" dá um ar machadiano digno dos pseudo-intelectuais.
A idéia de ver a Barbie como um "macho" não me agrada, de verdade, pois eu teria sido enganado toda a infância por um traveco nojento. E ser enganado por travecos nojentos não é o sonho de nenhum homem, mas o que me chocou mesmo foi saber que "democracia é chamar a Barbie de Ken". Chamar a Barbie de Ken seria algo isolado e fugiria completamente às regras da democracia - governo do povo, algo a que me oponho ferrenhamente por ser rico, muito rico. Seria anarquia. E não seria qualquer tipo de anarquia, pois isso não seria aceito no anarco-sindicalismo, por exemplo, um tipo de anarquismo cheio de regras. Só no "anarquismo absoluto" (termo inventado por mim agora, não ria, por favor) seria permitido chamar a Barbie de Ken. Por que no anarquismo absoluto as pessoas sequer são donas do próprio nome. "Eu chamo a Barbie de Ken quando eu quiser, uhhhhna! (e mostra violentamente a língua ao indigno e alienado interlocutor)" seria uma das frases mais comuns de se ouvir nesse tipo de governo, existente apenas nas cabeças dos mais puros seres terrenos e celestes, como duendes, fadas e anjinhos assexuados.
Numa democracia, digam o que disserem, aquele que falar que a Barbie se chama Ken deveria ser condenado à mais dorida pena de morte. Ou ter seu fígado devorado por trezentos e trinta anos por um, sei lá, um pombo-correio. Essa é a vontade da maioria. "Todos chamam a Barbie de Barbie, imbecil, você deve pagar por ter discordado da maioria". Mesmo que se tenha provas do travestismo da Barbie. Ela nunca vai deixar de ser Barbie pra ser Ken. A sociedade é contra isso.
Mas o que me assustou mesmo foi a possível reação positiva da sociedade a essa inovação.
Só mesmo no CAC pra ouvir tamanho disparate. E certamente o disparatado é gay. Fora eu o indignado e ignorante quanto a democracia, diria "Se eu quiser tratar por Moon Ha o Lion" ou ainda "tratar por Esqueleto o He-Man". No máximo diria "tratar por Coração Gelado o Campeão". Nunca usaria bonecos pra exemplificar nada. Digo, talvez os bonecos do Cavaleiros ou do Action Man, mas nunca a Barbie. Nunquinha, mesmo.
Mas o mundo está cada vez mais gay e logo vão inventar a Barbie Drag Queen ou a Barbie Traveção. Aí ela poderia se chamar Ken, em sua vida real. Mas o nome de guerra continuaria Barbie.
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Atualização
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PSDB - 45


Primeira dama atual, primeira dama com o Alckmin.
(basta!)