Clique aqui.
Mentira, é aqui.
A tradução do google vale pelos erros. Imagino um bretão tentando ler minhas sábias palavras e deparando com um título como "It sees and the revolution" e abanando a cabeça desesperadamente, procurando sentido no que eu digo - porque sim, ele sabe que faz sentido - e, de repente, como Ofélia, enlouquecendo e dizendo que dizem que a coruja era filha de um padeiro.
Então esse senhor bretão se jogaria no Rio Tâmisa e se deixaria levar pela água. Mas, ao contrário de Ofélia, não afundaria com o peso de suas roupas, pois são leves as roupas de hoje em dia. Infortúnio ainda maior ocorrerá ao bretão que me lê traduzido pelo google e enlouquece repentinamente: jogado ao rio, será levado ao mar, que com maldade e sadismo guiará às terras brasileiras, boiando, o pobre jovem bretão, bom espadachim e de nobre insígnia em relevo em seu anel.
Pelo menos aqui ele poderá aprender a nossa língua e me ler como eu não li Shakespeare, na língua nativa do autor. Não que isso valha sair da Europa e cair em alguma aldeia de pescadores em algum lugar entre o Ceará e o Maranhão, onde será tratado por uma viúva caolha meio banguela que fala dinamarquês porque seu pai, dinamarquês, enlouqueceu tentando ler os primeiros blogs traduzidos pelo google e se jogou ao mar da Dinamarca com toda a sua família embrulhada em um lençol, mas já é um conforto, como um sofá duro para quem senta no chão.
Como eu acho que faltam bretões no Brasil (acho meio chato falar ingleses quando todos os ingleses bons, menos Shakespeare, são, na verdade, irlandeses ou escoceses), porque falta classe e faltam bons espadachins e anéis e títulos de nobreza, manterei um link na barra lateral, para que vários dos nossos amigos insulares venham até nós depois de tentar o suicídio. Mas o link servirá mais para minha diversão que para a vinda deles, infelizmente.
15 março, 2007
14 março, 2007
Metalinguagem
Em primeiro lugar, quero dizer que sou meio platônico com esse negócio de blog. Quando vejo um blogueiro melhor que eu, penso logo: certamente a namorada dele é linda, ele transa melhor que eu e tem amigos mais inteligentes e mais dinheiro. É inevitável, todos os bons blogueiros são melhores na cama que eu - e talvez todos os bons de cama seriam melhores blogueiros que eu, se tentassem, mas não é fácil comprovar isso.
Em segundo lugar (segundamente, diriam alguns), dizer porque eu não divulgo meu blog, como um amigo me perguntou. Respondo. Não divulgo meu blog porque não me acho um blogueiro digno de publicidade, e não divulgo porque gosto da evolução natural, de ver como os leitores são conquistados por acaso, de ver quando eles surgem, e quando eles surgem eu fico feliz porque não precisei suplicar por uma visita. O blog não me dá dinheiro, não me dá mulheres nem melhora minha performance na cama, a não ser que evolua naturalmente.
Terceiramente, falar que a cada visita, link e comentário que recebo naturalmente, sem "oi, gostei do seu blog, vou linkar, linka o meu", sem divulgação, acredito que eu duro um minuto a mais na cama e aprendo uma nova posição, que meu cabelo fica mais sedoso, a namorada mais bonita, a conta bancária mais gorda e meu cérebro maior. A cada elogio, meu ego infla e I feel stunning and entrancing, feel like running and dancing for joy.
____
P.s.: Se vocês têm tempo livre, vão aproveitar o post do César Miranda (meu post, I should say) sobre eu e você, você e eu. Aproveitem a volta dele e dêem pulinhos de alegria comigo.
Em segundo lugar (segundamente, diriam alguns), dizer porque eu não divulgo meu blog, como um amigo me perguntou. Respondo. Não divulgo meu blog porque não me acho um blogueiro digno de publicidade, e não divulgo porque gosto da evolução natural, de ver como os leitores são conquistados por acaso, de ver quando eles surgem, e quando eles surgem eu fico feliz porque não precisei suplicar por uma visita. O blog não me dá dinheiro, não me dá mulheres nem melhora minha performance na cama, a não ser que evolua naturalmente.
Terceiramente, falar que a cada visita, link e comentário que recebo naturalmente, sem "oi, gostei do seu blog, vou linkar, linka o meu", sem divulgação, acredito que eu duro um minuto a mais na cama e aprendo uma nova posição, que meu cabelo fica mais sedoso, a namorada mais bonita, a conta bancária mais gorda e meu cérebro maior. A cada elogio, meu ego infla e I feel stunning and entrancing, feel like running and dancing for joy.
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P.s.: Se vocês têm tempo livre, vão aproveitar o post do César Miranda (meu post, I should say) sobre eu e você, você e eu. Aproveitem a volta dele e dêem pulinhos de alegria comigo.
11 março, 2007
Veja e a revolução
Esta semana, na Carta ao Leitor, a Veja decidiu parar de grafar "Estado" assim, com inicial maiúscula. Diz que é porque se "indivíduo" é iniciado por minúscula, Estado deve ser também - Estado é inferior aos indivíduos, ou está na mesma classe, não me lembro bem. Sei que a Veja busca um "equilíbrio" entre Estado e indivíduo - algo como você poder me semi-matar, mas não matar por inteiro, sei lá.
Eu continuarei escrevendo Estado como manda o Aurélio. Mas isso não é ostentação ou algo assim. É para lembrar que, no Brasil, o Estado é, sim, maiúsculo, gigantesco. Acredito, inclusive,que deveria ser escrito com 50% de suas letras maiúsculas, representando os 50% de impostos, mas, em nome da estética, não adotarei esse método ("ESTado ou EsTaDo?", perguntou-me o frost).
____
Em países em que o Estado é menor, observou a revista, a palavra é grafada com inicial minúscula - para exemplificar utilizou a língua inglesa. Na França a inicial é maiúscula, e lá o Estado é grandão. Não acho que essa inicial seja reverente: é uma denúncia. Em países onde Estado é grafado com inicial maiúscula há uma forma de protesto implícita na língua, a vontade do povo de chamar atenção para o tamanho do Estado, mostrar como ele ocupa espaço, como ele está onde não deveria:
"Veja, nós te notamos, Estado. Nós sabemos que você é grande e não gostamos disso. Você nos faz gastar mais tinta com impressão", diz o povo ao grafar Estado com inicial maiúscula. A Veja só errou a interpretação.
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Mais adiante, a Veja cita Paul Valéry numa frase que diz algo como "Estado não é bom nem demais, nem de menos". Eu acho que quanto menos melhor. De fato, eu defendo o Estado negativo. O Estado que, ao invés de gerar gastos, gere riqueza do nada, como do nada faz surgir suas despesas. Estado é sempre excesso e é sempre ruim. Quanto menos, melhor. E o mínimo possível tende ao infinito: o infinito negativo. Quando o Estado for assim, infinitamente negativo, ninguém jamais precisará trabalhar, porque não haverá mais escassez.
Isso é só uma demonstração de como o Estado é muito, muito nocivo para a sociedade.
Eu continuarei escrevendo Estado como manda o Aurélio. Mas isso não é ostentação ou algo assim. É para lembrar que, no Brasil, o Estado é, sim, maiúsculo, gigantesco. Acredito, inclusive,que deveria ser escrito com 50% de suas letras maiúsculas, representando os 50% de impostos, mas, em nome da estética, não adotarei esse método ("ESTado ou EsTaDo?", perguntou-me o frost).
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Em países em que o Estado é menor, observou a revista, a palavra é grafada com inicial minúscula - para exemplificar utilizou a língua inglesa. Na França a inicial é maiúscula, e lá o Estado é grandão. Não acho que essa inicial seja reverente: é uma denúncia. Em países onde Estado é grafado com inicial maiúscula há uma forma de protesto implícita na língua, a vontade do povo de chamar atenção para o tamanho do Estado, mostrar como ele ocupa espaço, como ele está onde não deveria:
"Veja, nós te notamos, Estado. Nós sabemos que você é grande e não gostamos disso. Você nos faz gastar mais tinta com impressão", diz o povo ao grafar Estado com inicial maiúscula. A Veja só errou a interpretação.
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Mais adiante, a Veja cita Paul Valéry numa frase que diz algo como "Estado não é bom nem demais, nem de menos". Eu acho que quanto menos melhor. De fato, eu defendo o Estado negativo. O Estado que, ao invés de gerar gastos, gere riqueza do nada, como do nada faz surgir suas despesas. Estado é sempre excesso e é sempre ruim. Quanto menos, melhor. E o mínimo possível tende ao infinito: o infinito negativo. Quando o Estado for assim, infinitamente negativo, ninguém jamais precisará trabalhar, porque não haverá mais escassez.
Isso é só uma demonstração de como o Estado é muito, muito nocivo para a sociedade.
10 março, 2007
06 março, 2007
Vou locar uma lambada
Sabe, eu me constranjo com facilidade. Não são necessários grandes malabarismos de idiotice ou estupidez, basta que alguém me diga que gosta de filmes com ritmo. É constrangedor e impiedoso comigo afirmar essas idiotices. Filmes com ritmo e ruins há aos montes, como "lambada, a dança proibida". Certamente há algum outro sobre maxixe ou maracatu, se procurarmos com paciência.
Deixo que eles assistam a esses filmes, gastem dinheiro e vida com eles, mas não quero que interfiram nos meus filmes bons e desritmados. Afinal, não sei dançar e quero ver filmes que me acompanhem. Por princípios, não vejo filmes ao lado de bailarinos.
Deixo que eles assistam a esses filmes, gastem dinheiro e vida com eles, mas não quero que interfiram nos meus filmes bons e desritmados. Afinal, não sei dançar e quero ver filmes que me acompanhem. Por princípios, não vejo filmes ao lado de bailarinos.
04 março, 2007
Campanha para elevar a auto-estima do brasileiro
"Peru:

Porque o Brasil não está só."
Também nas versões Laos, Camboja, Cisjordânia, Haiti, Somália, Bolívia, Indonésia e Serra Leoa.

Porque o Brasil não está só."
Também nas versões Laos, Camboja, Cisjordânia, Haiti, Somália, Bolívia, Indonésia e Serra Leoa.
03 março, 2007
Este post contém imagens ofensivas
Tenho medo dessas pessoas que só conseguem falar algo se for contra o PT. Não tenho nada a favor do PT, pelo contrário, mas tenho temas melhores a tratar. Durante um tempo, desisti de ler Diogo Mainardi, porque PT e Lula eram seus únicos temas. Como se de fato houvesse algo interessante pra se falar disso. "Roubou", "desviou", "lavou dinheiro", que me importa. Falar sobre o PT enquanto até novelas têm um enredo melhor é, na melhor das hipóteses, falta de preocupação estética. Fala-se de Lula e o que me vem à cabeça não é o roubo, mas aquele umbigo horroroso que ele exibiu em uma de suas campanhas.
Há, e sempre haverá, temas muito mais interessantes que esses. Contem-me sobre suas releituras de filmes de Almodóvar baseadas nas teorias de Stuart Hall. Certamente será mais agradável que a repetição interminável de umbigos em minha mente a cada vez a que a palavra "Lula" é mencionada.
Pior: a palavra Lulla. Comparar Collor a Lula é comparar, esteticamente, Thiago Lacerda a Matheus Nachtergaele ou Veneza a Recife ou trufas de conhaque às de maracujá. Aliás, comparar qualquer coisa a Lula é igual. Digo, não que Collor valha algo esteticamente, mas, bem, é melhor que o negativo que Lula representa.
Depois de Lulla, chamaram-no Mulla, o que é ainda mais idiota. Fazer trocadilhos óbvios não é mérito, anotem em seus guias de estilo. E se ocupar em fazer trocadilhos com aquele umbigo é ainda pior.
Mas, bem, já falei demais sobre isso, e estou ficando enjoado com tantos umbigos. Baixem agora William Tell Told Again, do P.G. Wodehouse, clicando aqui. Muito mais proveitoso que qualquer coisa sobre o "Apedeuta" (nome que cansou desde antes de ser usado).
Há, e sempre haverá, temas muito mais interessantes que esses. Contem-me sobre suas releituras de filmes de Almodóvar baseadas nas teorias de Stuart Hall. Certamente será mais agradável que a repetição interminável de umbigos em minha mente a cada vez a que a palavra "Lula" é mencionada.
Pior: a palavra Lulla. Comparar Collor a Lula é comparar, esteticamente, Thiago Lacerda a Matheus Nachtergaele ou Veneza a Recife ou trufas de conhaque às de maracujá. Aliás, comparar qualquer coisa a Lula é igual. Digo, não que Collor valha algo esteticamente, mas, bem, é melhor que o negativo que Lula representa.
Depois de Lulla, chamaram-no Mulla, o que é ainda mais idiota. Fazer trocadilhos óbvios não é mérito, anotem em seus guias de estilo. E se ocupar em fazer trocadilhos com aquele umbigo é ainda pior.
Mas, bem, já falei demais sobre isso, e estou ficando enjoado com tantos umbigos. Baixem agora William Tell Told Again, do P.G. Wodehouse, clicando aqui. Muito mais proveitoso que qualquer coisa sobre o "Apedeuta" (nome que cansou desde antes de ser usado).
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