16 dezembro, 2006
15 dezembro, 2006
Minhas aulas na faculdade são muito úteis
Vejam uma resenha que eu fiz:
Não notem o amadorismo da resenha, esqueçam que não citei o diretor nem o ano do filme. A única coisa que me deixa apreensivo é: será que a professora gosta de bom humor?
Punky Brewster
Apesar do nome pimpão dado pela tradução brasileira, “Levada da Breca” é de fato um filme bastante pimpão. O “apesar” seria desnecessário, eu sei, mas falamos de um povo que deu a “Il buono, il brutto, il cattivo” o título de “Três homens em conflito” e a “Calamity Jane” o repulsivo nome de “Ardida como pimenta”, título que, um plural aqui, um retoque ali, eu daria a um filme pornô com lésbicas. Não que “Levada da Breca” seja a tradução perfeita para “Bringing up Baby”, oh, não, seria esperar demais dos brasileiros, mas convenhamos que ficou bastante divertido.
Quando se vai analisar um filme, geralmente fala-se um bom bocado sobre as atuações, mas, pelos céus!, são Katharine Hepburn e Cary Grant! Isso deve bastar sobre eles. Katharine é Susan Vance, uma jovem rica, linda, moderna e linda que se apaixona por Cary, no papel do museólogo (ou paleontólogo?) Dr. David Huxley, e acaba estragando sua vida com a melhor das intenções. Mas esse resumo está um tanto breve para descrever todo o filme. Vamos a alguns detalhes, sem nenhuma ordenação especial.
O Baby do título não se refere a Katharine. Tampouco se refere a uma pessoa qualquer, mas a um leopardo caçado pelo irmão de Susan no Brasil (interpretado divinamente pelo leopardo Nissa, segundo dados do IMDB). Susan está guardando Baby em casa para seu irmão. O doutor Huxley espera um importante osso para completar o esqueleto de um dinossauro que vai, futuramente, dar a ele, via Susan, o nome falso de “Mr. Bone” (senhor Osso, literalmente).
Eles se conhecem no golfe, quando Susan estraga e rouba, sem querer, o carro de Huxley, juntamente com sua partida de golfe e o encontro com o advogado de Elizabeth Random, milionária que pensava em doar um milhão de dólares para o museu de Huxley. A princípio Susan pensa que Huxley a persegue e ele se acha um azarado por ter sempre ela por perto a partir de então (a cena do bar, em que eles rasgam sem querer suas roupas, é das mais divertidas do filme).
Huxley está de casamento marcado para “amanhã”, com sua colega de trabalho que dispensa até a lua de mel, por causa do trabalho. Uma workaholic pé-no-saco, em resumo. Mas Katharine não deixa que eles se casem. Ela o leva para a chácara (casa de campo?) de sua tia, junto a Baby, e arruma maneiras de mantê-lo lá (como roubar sua roupa enquanto toma banho, obrigando-o a usar um delicado roupão feminino e, depois, as pequenas roupas do irmão de Susan).
Coincidentemente, a tia de Susan é Elizabeth Random e Susan é candidata ao milhão de dólares a que o museu concorria. Ela não dá a mínima, porque está apaixonada e tudo o que quer é a felicidade do personagem de Cary Grant. É curioso, já que tudo o que ela consegue é estragar aos poucos toda a vida dele. Primeiro, ela o impede de se casar. A seguir, faz com que perca seu milhão. Por sua culpa, o cachorro de Elizabeth Random esconde o último osso do dinossauro de Huxley. Por sua culpa vão presos. Graças a ela o filme é tão bom.
O filme não conta com um “ápice”, assim dito, mas é todo ele ritmado na mesma velocidade e intensidade – assim como “2001: uma odisséia no espaço”: ambos seguem o filme inteiro com a mesma velocidade. A diferença é que “Bringing up Baby” tem alguma velocidade, ao contrário da Odisséia, que não sai do lugar durante suas mais de duras horas (que parecem dias) e é o pior filme já feito – gente andando pelas paredes, pff!
Menti. O filme tem, sim, um ápice. É a “Cena da Escada”, assim batizada por mim por causa da escada em cujo topo Katharine balança, apaixonada, derrubando-a se pendurando no esqueleto do dinossauro, até que Cary Grant a segura, o dinossauro desmorona e eles ficam juntos. Um excelente final feliz.
Se você tem bom gosto e concorda que “2001” é péssimo, deve gostar de “Bringing up Baby”. Filme quatro estrelas.
Não notem o amadorismo da resenha, esqueçam que não citei o diretor nem o ano do filme. A única coisa que me deixa apreensivo é: será que a professora gosta de bom humor?
12 dezembro, 2006
Um bom tédio é aquele que nos faz dormir mais profundamente
Um amigo meu disse que gosta de "2001: Um Odisséia no Espaço" porque o tédio e a sensação de cansaço propostos por Kubrick são intencionais, o que ele prova comparando com "Laranja Mecânica", que, segundo ele, segue um ritmo infinitamente superior, não que seja difícil ser superior a zero. Ocorreu-me agora uma pergunta: se uma mulher é intencionalmente feia, e consegue ser completamente feia, será que ela é melhor por isso? Mais bonita, talvez?
Não afirmo que filmes parados são necessariamente ruins. São bastante bons, quando têm uma história. O tédio nem me acomete - oh, Moça com Brinco de Pérola, oh!, oh! Mas sei lá, o povo tem essa mania de aproximar opostos que me irrita um pouco. "É tão bonita que é feia", "é tão ruim que chega a ser bom". Conclusão: sopa de quiabo pra eles. Salada de brócolis*.
A gente nunca vê ninguém dizer isso com coisas objetivas, do tipo "tá tão escuro que até ofusca meus olhos" ou "o colchão é tão macio que até fura minha coluna". Aí começam a querer aplicar exatamente o contrário nos sentimentos, a pretexto de ser "contraditório" ou "um ser paradoxal". Ou ame ou odeie ou faça ambos ao mesmo tempo. Eles juram que conseguem, eu só acho que estão loucos.
P.s.: sobre gostar de algo porque atingiu seu fim, segue um trecho do verbete "Belo, beleza" do Dicionário Filosófico de Voltaire:
* Talvez eles realmente achem que dobradinha é bom de tão ruim. Tenho medo de acreditar.
Não afirmo que filmes parados são necessariamente ruins. São bastante bons, quando têm uma história. O tédio nem me acomete - oh, Moça com Brinco de Pérola, oh!, oh! Mas sei lá, o povo tem essa mania de aproximar opostos que me irrita um pouco. "É tão bonita que é feia", "é tão ruim que chega a ser bom". Conclusão: sopa de quiabo pra eles. Salada de brócolis*.
A gente nunca vê ninguém dizer isso com coisas objetivas, do tipo "tá tão escuro que até ofusca meus olhos" ou "o colchão é tão macio que até fura minha coluna". Aí começam a querer aplicar exatamente o contrário nos sentimentos, a pretexto de ser "contraditório" ou "um ser paradoxal". Ou ame ou odeie ou faça ambos ao mesmo tempo. Eles juram que conseguem, eu só acho que estão loucos.
P.s.: sobre gostar de algo porque atingiu seu fim, segue um trecho do verbete "Belo, beleza" do Dicionário Filosófico de Voltaire:
Belo, beleza
Perguntai a um sapo que é a beleza, o supremo belo, o to kalon. Responder-vos-á ser a sapa com os dois olhos exagerados e redondos encaixados na cabeça minúscula, a boca larga e chata, o ventre amarelo, o dorso pardo. Interrogai um negro da Guiné O belo para ele é - uma pele negra e oleosa, olhos cravados, nariz esborrachado. Indagai ao diabo. Dir-vos-á que o belo é um par de cornos, quatro garras e cauda. Inquiri os filósofos. Responder-vos-ão com aranzéis. Falta-lhes algo de conforme ao arquétipo do
belo em essência, o to kalon.
Assistia eu certa vez à representação de uma tragédia em companhia de um filósofo.
- Como é belo! - dizia ele.
- Que viu o sr. de belo?
- O autor atingiu seu fim.
No dia seguinte ele tomou um purgante que lhe fez efeito.
- O purgante atingiu seu fim - disse-lhe eu. - Eis um belo purgante.
* Talvez eles realmente achem que dobradinha é bom de tão ruim. Tenho medo de acreditar.
10 dezembro, 2006
Retratação com o povo brasileiro
É triste, pessoal, mas eu errei em meu julgamento sobre o povo brasileiro. Apesar disso, vocês não imaginam como estou feliz: descobri hoje que há, sim, gente inteligente - ou espertinha, pelo menos - em nosso país. Foi no ônibus, indo buscar um amigo de um amigo na rodoviária, que ouvi o diálogo que segue, entre um homem, cerca de trinta anos, mal vestido, que conversava com um jovem, de uns vinte e três, também maltrapilho, enquanto passávamos em frente à Sudene:
Depois eles falaram do monopólio da telefonia, da privatização da Petrobrás e mais sete mil assuntos, todos assim, bonitos. Acompanhando sempre a música ambiente, uma sessão infinita de Roberto Carlos numa rádio que não pude identificar. "Sou taxista, tô na rua, tô na pista. Não estou no palco, mas no asfalto eu sou artista".
Parece-me que o brasileiro continua com mau gosto pra música. Mas isso muda com o tempo, ah, se muda!
H - Parece que vão reabrir a Sudene, né?
J - É. Esse antro de corrupção, o paraíso do desvio de verba. E a Sudam também. :¬( [ele realmente fez essa cara de emoticon triste, que eu achava apenas simbólica]
(...)
J - E você viu que Eduardo Campos, nem assumiu, já disse que não vai dar pra baixar a conta de luz? Assumiu isso só como promessa de campanha.
[De alguma forma o assunto chegou até aqui. Eles vinham falando de corrupção e etc. e descambou pra esse lado]
H - A coisa mais estúpida que alguém pode prometer, né? Baixar conta de luz, como se a Celpe não fosse uma empresa. Se neguinho chegasse no "Mercado de Pai" pra baixar preço, uma porra que eu baixava. A gente precisa ganhar pra viver. A Celpe tá mais é certa.
J - O problema é que ela tem esse monopólio escroto. Deviam deixar o povo abrir mais empresas de energia. Não sei pra quê esse negócio de uma empresa só.
H - Se o "Mercado de Pai" fosse o único mercado da cidade a gente era rico, mas ia ter bem mais pobre por aí. Quero nada. Quero mais é escolher o que comprar.
Depois eles falaram do monopólio da telefonia, da privatização da Petrobrás e mais sete mil assuntos, todos assim, bonitos. Acompanhando sempre a música ambiente, uma sessão infinita de Roberto Carlos numa rádio que não pude identificar. "Sou taxista, tô na rua, tô na pista. Não estou no palco, mas no asfalto eu sou artista".
Parece-me que o brasileiro continua com mau gosto pra música. Mas isso muda com o tempo, ah, se muda!
06 dezembro, 2006
Eu sou fã do É o Tchan
Eu tenho uma forma bastante certa de julgar as coisas: pelos fãs.
Por exemplo, RPG. Vejo que os fãs de RPG saem por aí vestidos de vampiros e matando seus pais. Daí concluo que não é uma coisa muito legal pra se fazer. Fãs de animes costumam brincar de soltar poderes na gente enquanto tentamos ler um livro ou ver um filme. De repente, olhamos para o lado e lá está aquela gigantesca bola de chi dourado correndo na nossa direção. Isso também não é exatamente um sonho.
E há outros exemplos por aí. Abundam. Metaleiros gostam de se bater, rappers gostam de protestar e dançarinos de pump it up gostam de dançar no pump it up. Tudo dispensável, no fim das contas.
Por exemplo, RPG. Vejo que os fãs de RPG saem por aí vestidos de vampiros e matando seus pais. Daí concluo que não é uma coisa muito legal pra se fazer. Fãs de animes costumam brincar de soltar poderes na gente enquanto tentamos ler um livro ou ver um filme. De repente, olhamos para o lado e lá está aquela gigantesca bola de chi dourado correndo na nossa direção. Isso também não é exatamente um sonho.
E há outros exemplos por aí. Abundam. Metaleiros gostam de se bater, rappers gostam de protestar e dançarinos de pump it up gostam de dançar no pump it up. Tudo dispensável, no fim das contas.
03 dezembro, 2006
O dia em que Clarice acertou
Como o tema é “escritores”, vou aproveitar a deixa pra falar sobre algo de que poucos têm conhecimento.
Clarice Lispector, conhecida nacionalmente como o maior pé-no-saco da literatura universal, não escreveu em sua vida apenas coisas ruins, como é de se esperar dela. Diz a história que, certa vez, Clarice acordou bastante inspirada para fazer o seu maior romance, que se chamaria – ela já tinha um título – “A hora da estrela”.
Depois de quatro dias e quatro noites sem comer nem dormir, ela tinha em mãos um belo romance, sem baratas, sem imigrantes, sem surpresas desagradáveis. A história falava de uma moça bonita com nome feio, Macabéa, que lutava por uma chance em grandes musicais, pois tinha bela voz e interpretava muito bem. Macabéa só não conseguia vagas por conta de seu nome.
Quando Macabéa resolve mudar de nome, passando a se chamar Carmem, consegue, finalmente, uma vaga num musical, como protagonista. O romance terminava com o fim da primeira apresentação de Carmem, a imprensa a aclamando como “a mais bela das vozes" e "a mais charmosa das mulheres” e o mundo sorrindo para ela, mantendo uma certa distância reverente.
Depois dos quatro dias e quatro noites seguidas, com o romance pronto, Clarice Lispector dormiu por três dias inteiros seguidos. Isso somou sete dias sem um grão de arroz na boca, o que a levou a comer durante dois dias sem parar. Terminado esse tempo, nove dias, se não me atrapalho com as contas, Clarice foi reler, orgulhosa, o que havia escrito. Entrentanto, ela se decepcionou ao ver que havia escrito algo realmente bom, acendeu a lareira e jogou todos os papéis datilografados dentro dela.
Daí a história da Macabéa imigrante de Alagoas...
Clarice Lispector, conhecida nacionalmente como o maior pé-no-saco da literatura universal, não escreveu em sua vida apenas coisas ruins, como é de se esperar dela. Diz a história que, certa vez, Clarice acordou bastante inspirada para fazer o seu maior romance, que se chamaria – ela já tinha um título – “A hora da estrela”.
Depois de quatro dias e quatro noites sem comer nem dormir, ela tinha em mãos um belo romance, sem baratas, sem imigrantes, sem surpresas desagradáveis. A história falava de uma moça bonita com nome feio, Macabéa, que lutava por uma chance em grandes musicais, pois tinha bela voz e interpretava muito bem. Macabéa só não conseguia vagas por conta de seu nome.
Quando Macabéa resolve mudar de nome, passando a se chamar Carmem, consegue, finalmente, uma vaga num musical, como protagonista. O romance terminava com o fim da primeira apresentação de Carmem, a imprensa a aclamando como “a mais bela das vozes" e "a mais charmosa das mulheres” e o mundo sorrindo para ela, mantendo uma certa distância reverente.
Depois dos quatro dias e quatro noites seguidas, com o romance pronto, Clarice Lispector dormiu por três dias inteiros seguidos. Isso somou sete dias sem um grão de arroz na boca, o que a levou a comer durante dois dias sem parar. Terminado esse tempo, nove dias, se não me atrapalho com as contas, Clarice foi reler, orgulhosa, o que havia escrito. Entrentanto, ela se decepcionou ao ver que havia escrito algo realmente bom, acendeu a lareira e jogou todos os papéis datilografados dentro dela.
Daí a história da Macabéa imigrante de Alagoas...
01 dezembro, 2006
Agatha Christie me dá nojinho
Bom, o Tiago me passou um meme que vinha rolando pela internet e, como não podia deixar de ser, estou seguindo a regra. Ouvi dizer que quem quebrar essa corrente será amaldiçoado com seis anos de brócolis no almoço todos os dias. O meme é sobre autores de que desistimos.
Lá vai:
Não é nada quanto à obra dela, não, não. Puro preconceito. Na verdade, nunca li. Tentei “O Assassinato na Casa do Pastor”, único que tenho em casa, mas não passei do segundo parágrafo. Agatha Christie, isso mesmo. Não gosto e ponto final, vai discutir? O fato de eu ter doze anos quando tentei ler não importa nem minimamente, sou muito constante em minhas opiniões.
Não sou muito chegado em livros de mulheres, de fato; pus a Agatha por exigência da constituição e tal, esse negócio de cotas. Ela me parecia digna de entrar na lista. A princípio pensei na Virgínia Woolf, mas falamos de escritores aqui, ne pas? Vamos aos homens, os dois que faltam:
Pensei em algum brasileiro pra citar aqui, mas não acho justo. Vai um outro que odeio sem ter lido jamais: Jostein Gaarder. Aquele negócio de ler "O mundo de Sofia" não me afetou. Resisti bravamente, como quem resiste a ondas gigantescas quebrando sobre a cabeça. O que me irrita nesse autor é o fato de que eu sou incapaz de escrever seu nome corretamente sem recorrer a algum site. O mesmo me irritaria no Arnold Schwarzenegger se ele fosse escritor.
O último é o mestre do terror, Stephen King. Depois de assistir a "O apanhador de sonhos", tudo o que se quer é distância dele. O fato de ele ter escrito também "Christine, o carro assassino" é repulsivo o bastante.
Ouvi dizer, outro dia, que dizer que vai fazer uma lista com dez e colocar nove itens é ultrapassado. Farei diferente aqui: prometi três, vou dar quatro. Sou generoso. Vou procurar na minha lista de autores lidos algum que eu não pretendo repetir. Um momento, sim?
Pronto, voltei. Pensei em brincar aqui e dizer autores bons, como Saramago e Hermann Hesse, que eu pretendo, sim, repetir, mas lá vai outro nobelista (este, idiota) (e precisarão de muita força pra me tirar da decisão de não lê-lo mais): Gabriel Garcia Marquez. Li "O amor nos tempos do cólera" e odiei. Só menti quando disse que não quero mais ler nada dele. Um dia leio Cem anos de solidão. Quando passar o trauma dos tempos do cólera - de cujo enredo nem me lembro mais, mas que deixou cicatrizes profundas na minha alma. Outro nobelista que não lerei novamente (mas acho que nem merecia menção, então não faz parte da minha lista) é Juan Ramón Jiménez (Platero y yo). Esqueçam que eu o citei aqui, senão a lista fica errada.
Ainda mais uma surpresa: estimulado pelo fato de ter feito cota para mulheres, falo de mais um, para que minha lista oficial conte com quatro autores homens e a cota de vinte por cento esteja correta. Agora um autor que não li, mas tentei. E parei por pura preguiça. Céus!, fiz isso várias vezes!, mas vou mencionar apenas uma, não quero roubar seu tempo.
Alexandre Dumas Filho. Tentei ler aos quinze anos, creio, A Dama das Camélias. Cansei por volta da página quinze, suponho. Não me lembro bem. Estava numa fase de não ler muita coisa que não americana/inglesa/alemã. A preguiça me impediu. Vou ler o pai em breve. Talvez depois leia o filho. E, se gostar, chego até seu último descendente vivo.
Para não quebrar a linda corrente, com elos coloridos, mas não gay, passo para a Noodle, uma mulher que gosto de ler, o Jack Frost, porque é meu amiguinho, e o Rafael, porque é outro amiguinho meu. Sou muito chato e só quero amigos participando da corrente. Tenho medo de quebrarem, mas acho que eles não vão querer brócolis...
P.s.:O título está um tanto gay, mas quem liga? E a Noodle também é minha amiguinha, mas ia ficar repetitivo dizer isso no texto. Beijo, Noo.
Outra coisa: gostaria de mandar pra Cammy, outra amiguinha (beijos, Cammy, beijos, Frost, beijos, Rafael), mas ela não tem mais o Wonderland. :¬(
Update: Tentei ler Crime e Castigo uma vez, mas desisti. Não pus Dostoievski na lista porque vou começar a ler na segunda, quando já terei terminado "A coisa não-Deus".
Lá vai:
Não é nada quanto à obra dela, não, não. Puro preconceito. Na verdade, nunca li. Tentei “O Assassinato na Casa do Pastor”, único que tenho em casa, mas não passei do segundo parágrafo. Agatha Christie, isso mesmo. Não gosto e ponto final, vai discutir? O fato de eu ter doze anos quando tentei ler não importa nem minimamente, sou muito constante em minhas opiniões.
Não sou muito chegado em livros de mulheres, de fato; pus a Agatha por exigência da constituição e tal, esse negócio de cotas. Ela me parecia digna de entrar na lista. A princípio pensei na Virgínia Woolf, mas falamos de escritores aqui, ne pas? Vamos aos homens, os dois que faltam:
Pensei em algum brasileiro pra citar aqui, mas não acho justo. Vai um outro que odeio sem ter lido jamais: Jostein Gaarder. Aquele negócio de ler "O mundo de Sofia" não me afetou. Resisti bravamente, como quem resiste a ondas gigantescas quebrando sobre a cabeça. O que me irrita nesse autor é o fato de que eu sou incapaz de escrever seu nome corretamente sem recorrer a algum site. O mesmo me irritaria no Arnold Schwarzenegger se ele fosse escritor.
O último é o mestre do terror, Stephen King. Depois de assistir a "O apanhador de sonhos", tudo o que se quer é distância dele. O fato de ele ter escrito também "Christine, o carro assassino" é repulsivo o bastante.
Ouvi dizer, outro dia, que dizer que vai fazer uma lista com dez e colocar nove itens é ultrapassado. Farei diferente aqui: prometi três, vou dar quatro. Sou generoso. Vou procurar na minha lista de autores lidos algum que eu não pretendo repetir. Um momento, sim?
Pronto, voltei. Pensei em brincar aqui e dizer autores bons, como Saramago e Hermann Hesse, que eu pretendo, sim, repetir, mas lá vai outro nobelista (este, idiota) (e precisarão de muita força pra me tirar da decisão de não lê-lo mais): Gabriel Garcia Marquez. Li "O amor nos tempos do cólera" e odiei. Só menti quando disse que não quero mais ler nada dele. Um dia leio Cem anos de solidão. Quando passar o trauma dos tempos do cólera - de cujo enredo nem me lembro mais, mas que deixou cicatrizes profundas na minha alma. Outro nobelista que não lerei novamente (mas acho que nem merecia menção, então não faz parte da minha lista) é Juan Ramón Jiménez (Platero y yo). Esqueçam que eu o citei aqui, senão a lista fica errada.
Ainda mais uma surpresa: estimulado pelo fato de ter feito cota para mulheres, falo de mais um, para que minha lista oficial conte com quatro autores homens e a cota de vinte por cento esteja correta. Agora um autor que não li, mas tentei. E parei por pura preguiça. Céus!, fiz isso várias vezes!, mas vou mencionar apenas uma, não quero roubar seu tempo.
Alexandre Dumas Filho. Tentei ler aos quinze anos, creio, A Dama das Camélias. Cansei por volta da página quinze, suponho. Não me lembro bem. Estava numa fase de não ler muita coisa que não americana/inglesa/alemã. A preguiça me impediu. Vou ler o pai em breve. Talvez depois leia o filho. E, se gostar, chego até seu último descendente vivo.
Para não quebrar a linda corrente, com elos coloridos, mas não gay, passo para a Noodle, uma mulher que gosto de ler, o Jack Frost, porque é meu amiguinho, e o Rafael, porque é outro amiguinho meu. Sou muito chato e só quero amigos participando da corrente. Tenho medo de quebrarem, mas acho que eles não vão querer brócolis...
P.s.:O título está um tanto gay, mas quem liga? E a Noodle também é minha amiguinha, mas ia ficar repetitivo dizer isso no texto. Beijo, Noo.
Outra coisa: gostaria de mandar pra Cammy, outra amiguinha (beijos, Cammy, beijos, Frost, beijos, Rafael), mas ela não tem mais o Wonderland. :¬(
Update: Tentei ler Crime e Castigo uma vez, mas desisti. Não pus Dostoievski na lista porque vou começar a ler na segunda, quando já terei terminado "A coisa não-Deus".
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