25 junho, 2006

Justiça real

Se eu fosse rei, decretaria a proibição de pessoas feias na televisão. Acontece que eu, justo que sou, não acho certo que crianças vejam a Tia Nastácia do Sítio do Pica-pau Amarelo. Eu, já adulto, tenho pesadelos quando vejo pessoas como ela. Fico mesmo impressionado e dou gritos de medo quando a vejo bater com a vassoura no pobre Marquês de Rabicó, "oh, oh, oh", "socorro". Aquela ira em seu rosto, Deus, é a visão mais desesperadora que se pode ter. Eu diria, se fosse suficientemente clichê, que é a visão do inferno.
Também decretaria, no mesmo dia, que pessoas gordas só poderiam aparecer na TV depois das dez da noite, hora em que todas as crianças estariam dormindo obrigatoriamente, sob pena de enforcamento para aquelas que se mantivessem acordadas (mas, oh, nenhuma se manteria. Eu seria um rei amado e respeitado. Todos fariam de tudo para me agradar, porque meu sangue seria [e de fato é] puro e azul). Não me agrada saber que todos os dias crianças vêem gordas felizes na TV. Me incomoda bastante, de fato, pois crianças, inocentes, coitadas, não sabem distinguir ficção de realidade e, por isso, passam a acreditar que podem existir de fato gordos felizes.
Pessoas gordas e feias, além de não poderem aparecer na TV, seriam todas enforcadas. Obviamente, não os enforcaria da maneira tradicional, em praça pública, pois teria amor pelo meu povo e nunca aceitaria que vissem essa cena. Seria tudo feito num quarto escuro, em que sequer o algoz veria o gordo feio. Dessa forma, as pessoas poderiam andar felizes pelas ruas sem deparar com um sorriso falso de uma gorda feia. Meu país seria um grande pólo de atração de imigrantes, mas apenas imigrantes altos e bonitos receberiam passaporte. Ora, eu nunca permitiria que criminosos entrassem em meu país.

3 comentários:

viviane disse...

Nazista
Racista
Maravilhoso!!!!
KKKKKKKKKKK!!!!!

Caio disse...

Lindo..um mundo sem Cyclopões

Lw1z/Chris disse...

Eu e Chris certamente participariamos desse mundo, não seriamos seus braços, porque é uma parte do corpo que não é muito bonita, mas poderiamos fazer parte do senado ou sermos seus chanceler. Se você concordassem com uma monarquia parlamentarista.